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7 de jan de 2014

Murano - requinte em vidro


Os vidros ou cristais conhecidos como "murano" são produzidos por uma técnica passada de geração em geração a partir do começo do século XIII em Murano e em Veneza, na Itália. 

Essa tradição ficou bem concentrada na área porque quando Constantinopla foi saqueada em 1204 e posteriormente tomada pelos otomanos em 1453, os artesãos acabaram fugindo para Veneza, que posteriormente proibiu as fundições, uma vez que a estrutura dos edifícios da cidade era de madeira, causando incêndios.

Esses artesãos acabaram se concentrando em Murano, um arquipélago de ilhas muito próximo a Veneza (apenas 1 km), já que a fundição havia sido proibida no território veneziano, mas não podiam sair dos limites da cidade-estado. Daí o nome do arquipélago acabou por nomear o tipo de arte em vidro característico da região.

Os vidros de Murano têm formatos e cores originais e únicos, se caracterizam pelo brilho e pelo fino acabamento e por isso têm um valor comercial diferenciado. Enriquecem o ambiente de maneira exclusiva, elegante e sofisticada.


Não é preciso necessariamente importar de Murano este tipo de arte em vidro, pois a técnica se difundiu pelo mundo, bem como foi trazida para o Brasil nos anos 1950 pelos irmãos Antonio Carlos e Paulo Molinari, aprendizes do mestre italiano Aldo Bonora.


Mas logicamente não há como se questionar que as cidades italianas, pela tradição envolvida da técnica, continuarão sendo referência de design nessa arte.


Uma das aplicações da técnica é em ricos lustres trabalhados no mais fino do estilo veneziano:
Ou em versões mais atualizadas:


Lindíssimos, não?

Érica Marina

4 comentários:

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