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17 de jan de 2014

Pequenos banquinhos, grandes designers

Quase ninguém dá importância a um banquinho, até precisar de um! Uma peça versátil que pode fazer a diferença na decoração. Aqui vai uma seleção de peças que fizeram ou vão fazer história:


O banquinho em formato de borboleta "Butterfly Stool" foi criado em 1956 pelo designer japonês Sori Yanagi, originalmente fabricado pela Tendo Co. Ltda e agora vendido pela Vitra. É referência internacional, figurinha carimbada no Design de Interiores mundo afora.



Por sua vez, banquinho abaixo faz parte da série de móveis "Easy Edges" de Frank Gehry (você já deve ter visto também a cadeira!). Esse arquiteto canadense naturalizado americano deu uma nova e surpreendente dimensão estética a um material do cotidiano: o papelão. 


Já o banquinho Tam Tam é um clássico dos anos 1970 muito usado até hoje. Formado em duas partes com encaixe perfeito, ele é fácil de transportar e seu corpo oco é usado também para armazenamento.


A história do banco Tam Tam é muito interessante: Henry Massonet criou a peça pensando na necessidade dos pescadores quando conheceu uma fábrica especializada em itens de plástico para a pesca. Mas não foram os pescadores que o popularizaram: foi Brigitte Bardot, em 1969. Ela apareceu em sua famosa casa em Saint-Tropez para a revista Paris Match. Em primeiro plano, na foto da revista, estão os banquinhos  de Massonet. As vendas explodiram e durante os 12 anos seguintes, foram vendidos mais de 12 milhões de exemplares! (Fonte: Maria Cultura)




Mas como falar de design internacional sem mencionar Philippe Starck? De escova de dentes a iate, este atual e celebrado designer é absolutamente profícuo. Na lista interminável de suas criações também estão vários banquinhos. Apesar da linha Ghost ser mais popular para o Design de Interiores, o banquinho W.W. Stool é o que mais surpreende na forma. A coleção la Bohème também faz uma brincadeira divertida transformado em banco itens que parecem vasos.



Agora vamos aos brasileiros! Provavelmente o banquinho representa o espírito deste país. Descontraído, irreverente, leve e prático, a lista de criações desse móvel no país é interminável. Seguem apenas alguns deles.

O banquinho "mocho" foi a estréia, em 1954, da extensa produção de móveis de Sérgio Rodrigues, um renomado brasileiro, arquiteto e designer de móveis em madeira. O mocho é um dos seus ícones junto com a poltrona Mole e mais tarde, em 1997, surgiu o banco Sônia. 






Alfio Lisi é um designer de móveis brasileiro contemporâneo que também trabalha essencialmente a madeira. Segundo ele,  “A madeira é um material bastante democrático. Com grande tecnologia ou um simples canivete, pode-se fazer algo com uma peça nobre ou mesmo sobras de madeira…” 



Jader Almeida, com formação em desenho industrial e Arquitetura, é um dos nomes do design de mobiliário brasileiro mais atuante dos últimos tempos. Desde o ano 2000 trabalha na área e vem sendo premiado pelo seu design. Entre suas produções, estão os banquinhos Mass, Júlia e Philips.




Outro nome do design de móveis brasileiro que não fica para trás e tem sido premiado por suas criações é  o Estúdio Bola - cujo nome surgiu de uma brincadeira com as iniciais dos sobrenomes de Flávio Borsato e Mauricio Lamosa, seus criadores. Entre as criações do Estúdio Bola estão o banco Khan e o Diamante, também usados como mesinha de apoio.





Finalmente, talvez os nomes brasileiros mais aclamados da área na atualidade sejam os dos Irmãos Campana. Fernando e Humberto Campana levaram a produção de mobiliário ao status de obra de arte. Entre suas criações, estão banquinhos que nos fazem perguntar se é para sentar mesmo ou apenas para apreciar!


Você teria em casa um desses?!

Érica Marina

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